Almaviva 2024 chega ao Brasil em janeiro de 2027 por até R$ 2 mil

Uma temporada marcada pela volta das chuvas e pela colheita mais tardia deu origem à safra 2024 do Almaviva, um dos vinhos chilenos de maior projeção internacional. O novo rótulo foi apresentado no Brasil pelo enólogo Michel Friou, com passagens pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, e deverá chegar ao mercado nacional em janeiro.

A nova safra foi apresentada anteriormente na Place de Bordeaux, tradicional sistema de comercialização que reúne alguns dos vinhos de maior prestígio e valor do mercado internacional. No Brasil, a expectativa é de manutenção da faixa de preço da safra anterior, entre R$ 1,8 mil e R$ 2 mil por garrafa.

O Almaviva 2024 é composto por 70% de Cabernet Sauvignon, 24% de Carménère, 4% de Cabernet Franc e 2% de Petit Verdot. O vinho passou 18 meses em barricas de carvalho francês, das quais 76% são novas.

Segundo Friou, a safra produziu vinhos com perfil mais fresco e taninos arredondados. O enólogo classifica 2024 como um ano atípico, especialmente pelas condições climáticas observadas nos vinhedos chilenos depois de um período prolongado de seca.

Em Puente Alto, origem da maior parte das uvas utilizadas no Almaviva, o volume de chuva aumentou de uma média anual de aproximadamente 140 milímetros entre 2019 e 2023 para 592 milímetros no ciclo da safra 2024, considerado entre junho de 2023 e maio de 2024.

A distribuição das chuvas teve papel importante no desenvolvimento das videiras. Cerca de 460 milímetros foram registrados durante o inverno e o começo da primavera, contribuindo para recompor as reservas de água. Outros 130 milímetros foram registrados em maio de 2024.

As temperaturas também interferiram no ciclo. A primavera, entre outubro e dezembro de 2023, foi mais fria que a média, enquanto o verão de 2024 apresentou temperaturas entre 1,5°C e 2°C acima dos padrões históricos. A combinação atrasou a maturação e levou a colheita a ocorrer de duas a três semanas depois do habitual.

Em Puente Alto, a vindima começou em 25 de março, aproximadamente duas semanas depois da safra anterior. Já em Peumo, onde é produzido o Carménère utilizado no corte, as uvas foram colhidas entre 2 e 10 de maio.

Além do Almaviva 2024, Friou apresentou ao mercado brasileiro o Epu 2023, segundo vinho da vinícola. O corte reúne 82% de Cabernet Sauvignon, 12% de Carménère, 3% de Merlot e 3% de Cabernet Franc e permanece 12 meses em barricas de carvalho francês, com 10% de madeira nova.

O Epu 2023 apresenta perfil aromático associado a cassis, frutas vermelhas, notas herbais e baunilha. A expectativa é que a nova safra mantenha preço próximo ao da anterior, em torno de R$ 600 por garrafa.

Os dois rótulos serão comercializados no Brasil por importadoras e lojas especializadas. A chegada do Almaviva 2024 ao país coloca no mercado uma safra moldada por condições climáticas diferentes das observadas nos anos anteriores, principalmente pela recuperação das chuvas e pelo prolongamento do ciclo de maturação das uvas.

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